EXPRESSÕES DE CORTESIA

Quando nos expressamos verbalmente, algumas palavras servem como suavizador para o ambiente da conversa. O que para alguns pode parecer desnecessidade é, no entanto, psicologicamente esperado por qualquer pessoa que inicie um diálogo. Especialmente quando não há intimidade entre os protagonistas. Palavras como “por gentileza”, “com licença“ etc. soam de forma a preparar a postura de quem ouve.

Quando nos expressamos textualmente, tais termos ganham caráter especial porque não estão acompanhados de gestos e variações visuais do rosto. Neste sentido, usá-las em mensagens pessoais ou corporativas é de crucial importância, pois atraem o leitor-destino de forma a considerar com elegância a informação que recebe.

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“Queira esperar neste local.”

Em teoria, o verbo “querer” é enunciação de obrigatoriedade: “Quero que aguarde aqui”. Contudo, quando usado de forma adequada – como no exemplo acima -, revela primazia de educação e consideração.

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“Peço-lhe, por obséquio, que aguarde a resposta necessária.”

O termo “por obséquio” foi grafado entre vírgulas não somente porque está fora da sequência natural dos termos de um período ou enunciado, mas para que ganhe força visual (sim… questões visuais são importantes num texto). Apesar de estar caindo em desuso, é conveniente usar-se o termo sempre.

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“Senhor Fulano do Tal,
esteja bem.”

Ao iniciar um texto formal ou corporativo com votos de bem-estar ao leitor-destino, de imediato este percebe que está sendo contatado por uma pessoa elegante e cordata. Se o objetivo do texto for fechamento de um negócio, meio caminho já estará andado.

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“Gostaríamos de comunicar que estamos atentos ao problema.”

Há muitas brincadeiras em torno desse tipo de expressão. Afinal, se “gostaríamos de algo” é, em tese, porque podemos ou não “gostar de algo”. Entretanto, a carga psicológica do futuro do pretérito do verbo “gostar” anuncia educação e gentileza, deixando o leitor-destino propenso a aceitar a informação. É diferente de “comunicamos que estamos resolvendo o problemas. Bem diferente!

0 0 812 29 agosto, 2013 Dicas de Gramática e Comunicação, Serviços, Slide agosto 29, 2013

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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