ASSUNTO A TODA HORA

Já li diversos artigos a respeito da obrigação de jornalistas de escreverem matérias para os inúmeros veículos de comunicação. Inclusive, muitos deles chegam a comparar seu ofício com o do escritor. Para o primeiro, existe uma chibata por parte dos seus chefes para entregarem suas matérias no horário determinado. Caso contrário, o calhau (jargão no mundo dos escribas modernos) entra em cena.
Em contrapartida, melhor sorte leva os escritores que podem dizer que estão em crise de criatividade. Por isso, pedem mais tempo aos editores prometendo apresentar os originais logo em seguida. Para tanto, alguns viajam para fazendas. Outros para o campo. E a maioria vai para uma praia paradisíaca para a inspiração voltar.
O talento nato de fazer uma escultura, escrever um livro ou uma peça de teatro é inerente a cada ser humano. O problema consiste em algum momento as idéias não aparecerem conforme manda o figurino. Os mais antigos utilizam do método mais antigo. Assinam diversas revistas nacionais para com o treinamento da leitura dinâmica colherem assuntos interessantes.
Outros mais curiosos fazem aquilo que os professores mais antigos sussuravam em seus ouvidos: Corram nas bibliotecas e leiam as revistas femininas. O universo de uma mulher contém segredos que os homens desconhecem.
Com o passar do tempo, diversos segmentos se desenvolveram tanto que os editores foram obrigados a lançar mais revistas. E os formadores de opinião, de novo, foram obrigados a lerem de tudo. Desde a sua área até os de outros. Caso contrário, ficariam fora do contexto da realidade. Naturalmente, não teriam substrato para escrever artigos, livros etc.
Pior ainda ficariam, como dissemos no início, com os chamados brancos. Para o escritor Heitor Cony, quando isso ocorrer, melhor usar o método digital. Em outras palavras, ter sempre um dispositivo eletrônico como computador, laptop, um tablet etc. Quando de repente, tiver uma idéia, registrar num desses instrumentos do século vinte e um.
De outro lado, pode ser que o leitor sofra do desânimo frente a mesmice do cenário político e cultural do mundo que você vive. Sem falar, do fato da sua falta de perspectivas em sua vida frente ao tédio de um sociedade de merda como a nossa.

0 0 394 30 novembro, 2014 Crônica, Saúde, Slide novembro 30, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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