Chikungunya – O Que É Isso?

À primeira vista, parece ser um tipo de animal da África. Mas só parece. Trata-se de uma doença semelhante à Dengue. E o Brasil já registra vinte casos da febre Chikungunya. E o pior de tudo: ser transmitida também pelo mosquito Aedes aegypt.

Os últimos três casos foram registrados no Rio de Janeiro. Segundo informações das autoridades sanitárias, os pacientes foram infectados em viagens ao exterior e apresentaram sintomas considerados leves, sendo que os dois primeiros pacientes eram missionários voltando do Haiti; um outro foi importado da República Dominicana.

O Brasil já está preparado para enfrentar a doença. Desde o ano passado, quando surgiram os primeiros casos no Caribe, o governo brasileiro enviou uma equipe médica para se familiarizar com a doença e o tratamento. Ato contínuo, o Ministério da Saúde comprou insumos para formar uma rede de laboratórios de referência para identificar a patologia. Para citar alguns, estão os institutos Evandro Chagas no Pará, Adolfo Lutz, em São Paulo e, finalmente, a Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro.

Ficha Técnica

- A doença apresenta sintomas parecidos com a Dengue: febre alta, dor de cabeça, náusea, fadiga, que duram em média entre três e dez dias. A principal diferença fica por conta da dor articular que pode durar por semanas nos casos mais graves.

- Quanto à letalidade, segundo a Organização Pan–americana de Saúde (Opas), é rara e menos frequente que nos casos de dengue.

- A doença é transmitida tanto pelo Aedes aegypti quanto pelo Aedes albopictus, tipo de mosquitos do Brasil.

Para os que gostam de entender o significado de palavras, Chikungynya, na língua Kimakonde, significa “tornar-se contorcido” (por causa das dores nas articulações).

O poder da transmissão da doença é tão forte que já provocou surtos na Índia, Indonésia, Tailândia, Maldivas, Mianmar, Itália e Caribe.

Prevenção

Apesar de o nome da doença ser estranho, o mesmo não se pode dizer a respeito da prevenção. Do mesmo modo que se faz no caso da dengue, o procedimento é o mesmo em termos de simplicidade. A população deve se mobilizar a fim de eliminar os focos do mosquito.

E quanto ao tratamento, não há método específico, mas só para sintomas como dores articulares, febre ou dores musculares.

Para tranquilizar a todos: as autoridades não viram indícios de circulação do vírus no país.

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Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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