Olhando o Facebook

Ninguém duvida do poder dado à população com o advento do computador. O mundo ficou menor. Todo mundo consegue visitar todos os países e conhecer suas culturas. A Educação ganhou um instrumento de alcance indescritível para chegar em todos os cantos do país 

Na área da Saúde, então, saímos dos tempos das trevas e entramos na modernidade. Estamos longe de utilizar todas as possibilidades para prover do melhor em termos de produtividade, de facilitar a vida de nossos pacientes, na hora de planejar cirurgias, de controlar as medicações de forma milimétrica em centros cirúrgicos e UTIs.

Em termos de Saúde Pública, ainda nem chegamos ao potencial máximo de benefícios em prol dos usuários do SUS. As consultas e exames poderiam ser controladas via computador. Mas todo o alcance do máximo de potencialidade encontra obstáculos na mentalidade obtusa dos dirigentes da Saúde.

E o que dizer então dos pacientes desconfiados da utilização do computador nos consultórios médicos? (Não é para menos. A imprensa noticiou queixa de paciente frente a um médico que estava usando o facebook para confraternização. Mas isso é um caso isolado.) A tendência é todo médico ter em seu consultório um computador. É acessório indispensável, como impressora para receitas e relatório.

O que ocorre hoje é um verdadeiro disparate. No setor público, o médico recebe CDs de tomografias e ressonâncias magnéticas – tudo em nome da preservação do meio ambiente. Derrubar uma árvore é crime, e mandar só CD sem laudos impressos é imbecilidade total.

É a história do pessoal que fica atrás de uma mesa e só assina papel. Mas, de outro lado, daqui a certo tempo, o problema estará resolvido. O motivo é muito simples: todo mundo vai ter não um computador, mas um tablete com todas as informações necessárias para fazer seu trabalho.

O que não vai mudar é o comportamento de alguns pacientes mal intencionados, aqueles que saem de casa a fim de brigar com os médicos nos consultórios, de dizer, quando saem da consulta, que o médico só ficou olhando o computador e nem deu atenção.

Assim não dá.


jornalista dr. Stélio L. Pessanha

jornalista dr. Stélio L. Pessanha

 

0 0 450 08 julho, 2014 Crônica, Saúde julho 8, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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