Morte Por Doença Cardíaca Cai 21%

A notícia está em todos os jornais. E com estardalhaço que sugere propaganda eleitoral pró- governo federal. Simplesmente porque é de extrema importância do ponto de vista estratégico na área de Saúde Pública e quando se sabe que, apesar dos objetivos do Programa Federal de Saúde da Família, ele não está instalado em todos os municípios do país

Mas quem sabe agora os prefeitos, que ainda não optaram pelo programa, se animam. A notícia relevante diz que, em quase uma década, a mortalidade por doenças cardíacas caiu 21% nos municípios brasileiros atendidos pelo Programa de Saúde da Família – PSF. Em seguida, outra notícia tão importante quanto a anterior diz respeito às doenças cerebrovasculares.

O estudo foi divulgado neste sábado, 05, no Britisdh Medical Journal – BMJ, o primeiro a analisar o impacto do programa federal de cuidados primários nesse grupo de doenças. Os indicadores avaliados foram de 1.622 municípios entre 2000 e 2009.

Urge esclarecer que o trabalho levou em conta fatores como educação, renda, moradia, que contribuíram para redução da mortalidade. Também não pode ser deixado de lado o controle rígido sobre o tabagismo e a hipertensão, o que fez que ajudasse a diminuir a mortalidade por doenças cardiovasculares. Sem falar da insistência em termos midiáticos para as pessoas se mexerem e terem uma vida melhor.

A polêmica entre os pesquisadores fica por conta de se foi mesmo o Programa de Saúde da Família que produziu tais resultados. Para muitos, não há indícios de que o programa federal tenha tido papel tão importante. Já outros apontam para o fato de que com a ida do médico até a casa dos pacientes faz diferença. A relação médico-paciente é muito importante para conscientizar os pacientes dos malefícios do tabagismo e da importância da medicação para controlar a hipertensão arterial.

Para o público entender como funciona o Programa Saúde da Família: a equipe é composta, no mínimo, por um médico generalista, um enfermeiro, um auxiliar ou técnico de enfermagem e seis agentes comunitários de Saúde. Difícil é fazer os primeiros mandatários de inúmeros municípios entender que Saúde não é só em época de eleição.

0 0 995 08 julho, 2014 Deu Na Imprensa, Saúde, Slide julho 8, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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