Falta de Educação Científica

O povo brasileiro já recebeu todo tipo de notícia referente a que, em Olimpíadas de Matemática, ficamos sempre atrás da maioria dos países que conhecemos, e até de vizinhos. Agora vem a notícia que a nossa educação básica em ciências é zero a esquerda.

Não conseguimos nem interpretar direito bula de remédios. A maioria da população costuma comprar remédios e jogar fora as bulas. E quando tenta decifrar o que está escrito nas letras pequeníssimas, interpreta de forma errada. Quem paga o pato é o médico que prescreve.

A realidade é que quase dois terços dos brasileiros têm só conhecimentos básicos ou ausentes sobre Ciência. Pior ainda, principalmente aquela que envolve situações do dia a dia. Em outras palavras, ler bulas, rótulos nutricionais e até estimar o consumo de energia de eletrodomésticos.

Toda essa constatação foi mostrada pelo Índice de Letramento Científico. Por meio dela, calcula-se a habilidade das pessoas em aplicar conhecimentos científicos básicos em atividades rotineiras. Esses resultados foram obtidos pela medição realizada por uma série de entidades, como: Ibope, Abramundo, empresa que produz material de educação em ciências e a ONG ação educativa.

A verdade é que nenhum estudante brasileiro teve educação científica voltada a pensar nos eventos que ocorrem a sua volta. Os professores tinha a preocupação básica de entupir os alunos de matérias para cumprir currículo. Nunca houve interesse em criar mecanismos para levar os estudantes a formular as seguintes perguntas: o que, quem, quando, onde, como e por que de acontecer alguma coisa.

A boa notícia é que as novas gerações tendem a mudar a situação no futuro. O jovem do século vinte e um mostra-se mais curioso. Não aceita empurrarem goela abaixo assuntos sem debater os motivos de tudo ocorrer. Exigem que as matérias sejam ensinadas de forma a se conectarem com o mundo atual.

Quem sabe assim, numa escala de proficiência científica, poderemos mudar o índice de 48% no nível 2 de letramento elementar. E passarmos para o nível 4 de letramento proficiente.

0 0 471 02 julho, 2014 Fique Por Dentro, Saúde, Slide julho 2, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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