O Lado Bom e o Ruim de Viver Mais

Primeiro a boa notícia: nas próximas décadas, a mulher brasileira ganhará seis anos na expectativa de vida. Já os homens, seis a sete anos em sua existência. Não precisa nem dizer que vamos viver mais nos próximos vinte anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE confirma a previsão otimista

O contraponto da previsão é se vamos estar inteiros. O que adianta chegar aos 90 anos aos pedaços? Ficarmos gagá como os nossos avós? Melhor seria morrermos aos cinquenta e poucos anos, mas com nossa integridade mental. Não é verdade?

Não. Podemos viver mais e preservando as funções cognitivas. Qualquer pessoa apresenta alguns lapsos de memória. E, com isso, o temor de se estar com a Doença de Alzheimer. E não é muito difícil de entender como isso ocorre. Durante o processo de envelhecimento, costuma ocorrer diminuição de determinadas estruturas cerebrais, como o tálamo, região responsável por visão e audição, e o hipotálamo, controlador da memória de curto e médio prazo.

Arte: Humortadela

Associe ao quadro a alteração da circulação sanguínea. Ocorre por conta de presença de partículas de gordura depositadas nas paredes dos vasos cerebrais mais profundos. A consequência disso é que os neurônios não recebem os nutrientes necessários, o que acaba por levá-los a sofrimento e funcionamento precário.

Existem ainda os riscos de presença das placas beta-amiloides, que podem se depositar ao redor dos neurônios, fazendo que ocorra destruição das sinapses (ou comunicação entre neurônios). O processo inteiro levou o nome do seu descobrir, Alhzeimer.

Por fim, não podemos esquecer dos famosos radicais livres. Essas moléculas alteram a membrana dos neurônios com efeito cumulativo, o que prejudica a homeostase do organismo. As pessoas se ressentem com a idade.

A comunidade científica mundial investiga o que podemos fazer para mudar o roteiro de vivermos mais com mais saúde. Uma delas diz respeito ao mexa-se. Nada de ficar parado. Comer cada vez menos ao sentar à mesa, comer para viver e não viver para comer. Menos sal, menos açúcar, menos álcool e nada de cigarros.

Ser feliz também ajuda. Caso contrário, não adianta viver oitenta anos sem felicidade.


jornalista Stélio L. Pessanha

jornalista Stélio L. Pessanha

0 0 818 26 junho, 2014 Deu Na Imprensa, Saúde, Slide junho 26, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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