Gushiken Morre Nesta Sexta-feira

Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores – PT e também da Central Única dos Trabalhados – CUT, além de ex-deputado federal, Luiz Gushiken, morreu no início desta sexta-feira, 13-09-13, no Hospital Sírio Libanês. Vítima de câncer, o corpo do ex-político será sepultado na próxima 16h00, no Cemitério do Redentor, no bairro Sumaré, S. Paulo, conforme informativo da administração do cemitério.

Nascido em Osvaldo Cruz – SP em maio de 1950 e formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, Gushiken mostrou-se sempre ativo em questões de política e de defesa de direitos de trabalhadores. Foi escriturário do Banco do Estado de São Paulo – Banespa. Sua postura política o levou à militância do extinto grupo trotskista Liberdade e Luta –  Libelu, ramificação política constituída por estudantes da Organização Socialista Internacionalista – OSI.

Gushiken, em 1985, já destacado líder sindical, conduziu greve de bancários que paralisou quase 800.000 trabalhadores. Cinco anos antes, tornou-se um dos membros fundadores do PT e rapidamente ocupou cargos fortes do Diretório Nacional. Dali, candidatou-se pela primeira vez a deputado federal por São Paulo, com campanha vitoriosa. Na cadeira parlamentar, compôs o Congresso Constituinte que redigiu a Carta Magna em 1988.

Chegou à presidência do partido em 89, responsabilizando-se pela campanha de Lula, deixando o ex-presidente em segundo lugar ao fim da eleição. Participou ativamente do processo de derrubada de poder do ex-presidente Collor em 1992. Foi reeleito deputado federal em 1994, deixando a disputa da eleição seguinte para se dedicar novamente à eleição de Lula. Com a vitória do presidente de honra do partido, Gushiken assumiu a equipe de transição do governo e, nele, foi ministro da Secretaria de Comunicação.

Gushiken sofreu acusação por parte do ex-dirigente do Brando do Brasil Henrique Pizzolato em 2005. Segundo o acusador, o ex-parlamentar influiu nos rumos de investimentos de fundos de pensão associados a algumas estatais contratantes de serviços de empresa de propriedade de ex-sócios de Gushiken. O fato 0 fez perder força política e deixou a Secretaria de Comunicação, passando a dedicar-se à chefia do Núcleo de Assuntos Estratégicos. “Os aspectos deletérios daquela crise [do mensalão] também não podem ser esquecidos. Na voragem das denúncias, abalou-se um dos pilares do Estado de Direito, o da presunção de inocência, uma vez que a mera acusação foi transformada no equivalente à prova de culpa”, argumentou durante confirmação de seu afastamento. Em 2012, foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.

Gushiken mostrou força descomunal durante o desenvolvimento da doença, segundo parentes e amigos que testemunharam seus últimos meses de vida. Ele mesmo autoaplicava os fortes remédios que aliviavam as dores. Também definia os momentos em que deveria se manter desperto para receber amigos, com quem conversava longamente. José Genoino, José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais são alguns que o visitaram.

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Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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