Vozes Fortes e Claras da Região

Sobre o programa Mais Médicos do Governo federal

(K. R. G. – morador de Caieiras-SP)

Em julho passado, as ruas do país foram tomadas por vozes, até então sufocadas, que se uniram e se fizeram ouvir. Entre tantos protestos, gritaram pela Saúde do País que, agonizante, morre nos corredores dos hospitais por falta de gestão e investimento. Então, como dizia Ulisses Guimaraes: “A única coisa que assusta político é o povo na rua”.

O governo, que já vinha perdido, se perdeu de vez. No desespero governamental, perceberam que era preciso dar uma resposta ao clamor popular. A solução então encontrada pelo governo do PT – via Ministério da Saúde – foi a seguinte:

  • Demonizar a imagem do profissional médico e culpá-lo pelo caos na Saúde
  • Trazer médicos importados sem revalidar diplomas

Consideramos que essas medidas foram tomadas à revelia da sociedade civil; simplesmente decidiram que no Brasil, diferentemente de todos os outros países, médico estrangeiro não precisa submeter-se à prova de revalidação de diplomas. Consequências advindas das medidas eleitoreiras do governo federal:

  •  A saúde da população mais carente está entregue nas mãos de pessoas cuja qualidade técnica para exercer a medicina desconhecemos
  • Não tenha dúvidas de que muitos erros diagnósticos acontecerão e vidas poderão ser ceifadas
  • Muitos desses médicos serão cabos eleitorais do socialismo barato e falido de Cuba, agora a serviço do PT
Grande mobilização em resistência a essas medidas estão em curso, mas precisamos que a população não se deixe enganar e entenda que médicos sem revalidação de diplomas não resolverão os problemas de saúde do Brasil e, sim, colocarão em risco a vida da população.
O Conselho Federal de Medicina – CFM apresentou ao governo federal propostas para resolver os problemas na Saúde: mais investimentos, plano de carreira para levar o médico aos rincões desse país, valorização dos trabalhadores de Saúde e maior rigor contra a corrupção. O governo não sinalizou acordo e preferiu sua política ditatorial permeada por interesses ideológicos e políticos. Sugiro aos prefeitos das cidades brasileiras que sigam a atitude do executivo de Florianópolis, que proibiu a contratação de médicos sem revalidação de diplomas, protegendo assim a saúde do cidadão.
Nota Importante: Os autores dos textos encontrados nesta seção mantêm toda responsabilidade civil e judicial sobre o que escrevem, não cabendo ao GR qualquer culpabilidade sobre eventuais circunstâncias comprometedoras que advenham. Suas opiniões podem não refletir a mesma do GR.
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Pequeno Relato Sobre o Trânsito de Caieiras

(R. L. – morador de Caieiras-SP)

O transito de Caieiras está um caos, tanto para motoristas quanto para pedestres. Nesta cidade, o que manda é a lei do cão: quem chega primeiro passa. Para os pedestres, sempre precisamos dar a preferência de passagem. Concordo, mas o trânsito trava porque sempre tem um pedestre querendo atravessar a rua.

Não da para acreditar que, na cidade de Caieiras que possui mais de 86.000 habitantes, não exista nenhum semáforo. Isso é um absurdo! Dentro do centro dessa cidade, o trânsito não flui por causa dos pedestres.

Não estou culpando os pedestres, mas sim a má administração da cidade que não entende que tem de haver regras para os dois lados, pedestres e veículos. Não adiantam só por plaquinhas, faixa de pedestre e o Demutran. Eu, como motorista, respeito sempre os pedestres e paro meu carro, mas já vi motoristas que não estão nem aí e também pedestres chutando os veículos que não param.
Tudo isso seria muito simples de se resolver: por que não se colocam semáforos nos principais acessos da cidade? Isso não resolveria o problema? Por que em Jundiaí, que tem uma população de mais de 370.000 habitantes, o trânsito flui? Pesado, mas flui. Ao contrario de Caieiras e Franco da Rocha que, em alguns horários, as cidades para.
Senhor prefeito, é preciso desenhar ou já deu pra entender que nesta cidade há necessidade de semáforos urgente?

Nota Importante: Os autores dos textos encontrados nesta seção mantêm toda responsabilidade civil e judicial sobre o que escrevem, não cabendo ao GR qualquer culpabilidade sobre eventuais circunstâncias comprometedoras que advenham. Suas opiniões podem não refletir a mesma do GR.
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0 7 1113 16 agosto, 2013 Vozes Fortes agosto 16, 2013

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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7 comentário

  1. Marcelo P

    espero que em Caieiras sempre tenhamos “bons médicos” para atender a população e não os “maus médicos” que estão chegando !

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  2. Luciana

    Basta ir a um posto de saúde ou hospital público para entender que não são os médicos os elementos faltantes ali. Falta à saúde pública do país infra-estrutura. Falta estrutura física que ofereça condição digna ao paciente, faltam leitos, medicamentos e material p/ cirurgia. A falta de estrutura p/ trabalhar afasta qualquer profissional do lugar. Ninguém gosta de se sentir inútil, incapaz, principalmente quando se trata da vida de alguém. Assumir um plantão em um lugar como esses é ser cúmplice do governo nos maus tratos aos pacientes; e ser corresponsável por mortes que poderiam ser evitadas. A população precisa se unir pra melhorar a saúde pública; não pra importar gente que não é capaz de passar na prova mas, como é pra pobre, a classe média não se importa.

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