ENSINO A DISTÂNCIA DISPARA

 

Um país continental como o Brasil não poderia deixar de ter uma disparidade em termos educacionais. Mas isso era antigamente. Independente de governos, de disposição em investir em Educação, um fator foi determinante para melhora no setor educacional. Trata-se da tecnologia. Do surgimento da Internet e do aprimoramento dos instrumentos disponíveis para serem utilizados para acesso de estudantes em locais distantes dos grandes centros.

É onde entra o Ensino a distância. Antes tímida no cenário nacional, em uma década, o número de alunos disparou em torno de 23 vezes. Passou de 1,3% para 15,7% do total de matrículas da graduação. O interessante disso tudo concentra-se no fato de que as vagas antes eram restritas a 8 cursos. Todas concentradas em Educação. Mais especificamente, Pedagogia. Atualmente, atingem 84 áreas, incluindo nesse caso engenharia.

As empresas também por meio desse mecanismo de Educação a Distância resolveram um problema sério. O do aprimoramento de seus trabalhadores para melhoria da qualidade da equipe de trabalho. São os chamados cursos corporativos. É conhecido no mundo inteiro que sem qualificar o empregado resulta em produtos de pior qualidade.  Na área de serviços então,  sem treinamento contínuo e educação continuada, o problema se agrava muito mais.

Para o MEC (Ministério da Educação) pode ocorrer eventuais resistências por parte de empresas. Só que a realidade do curso a distância ocorre em diversos países. E isso não tem por que isso não se tornar imperativo em todo o país. Principalmente, por causa da qualidade demonstrada em diversos cursos disponibilizados em todos os estados. Inclusive, existe uma tendência  de cursos “híbridos”. Segundo as regras atuais, 20% do conteúdo de um curso presencial pode ser a distância.

Em termos de iniciativa privada e o governo federal no setor, o primeiro assume lugar de destaque. Nada menos que 86% das matrículas pertencem a grandes grupos educacionais privados. A tempos atrás, a participação privada era mais modesta. Das 10 mil das quase 50 mil matrículas eram escolas particulares. Em contrapartida, as instituições federais resolveram mostrar serviço. Saltaram de 16,5 mil para 92,3 mil em dez anos. O que mostra númeroo superior ao das redes estadual e municipal somadas. Muito interessante, mas um país com as nossas dimensões necessita de muito mais ofertas para dar acessibilidade educacional a mais jovens.

 

0 0 426 07 dezembro, 2014 carousel, Educação, engenharia dezembro 7, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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