O MUNDO ANIMAL EM FESTA

MICOLEAODOURADO                             O mundo animal está em festas. Os humanos de duas patas também. Depois de duas décadas de trabalho árduo, A Associação Mico Leão Dourado comemorou o aumento de 88,2% do aumento da espécie de micos-leões-dourados. Fato que não ocorria desde 2005. Para ser mais exato o censo contabilizou a existência de 3.200 indivíduos, distribuídos entre as seguintes cidades: Araruama, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Rio Bonito, Rio das Ostras e Silva Jardim. Destaque para o fato de que são os únicos lugares do mundo onde a espécie pode ser encontrada.

                         O motivo de tanta comemoração concentra-se no fato de que os números informados indicam que o animal recua na escala de ameaça de extinção da União Internacional para Conservação dos Animais. Como todo mundo sabe, o mico leão estava a caminho de desaparecer por conta de ser um alvo preferido de traficantes de animais.

                        É preciso dizer que todo esse trabalho foi fruto de um levantamento feito após 18 meses de pesquisa de campo. Naturalmente, não estão inclusos nesse esforço dos pesquisadores, os espécimes em zoológicos espalhados pelo mundo. De qualquer forma, a relevância da constatação vai de encontro ao fato de que antes existiam apenas 1.700 micos-leões-dourados livres.

                       Á parte a comemoração, a luta ainda continua. Persistem problemas naturais. O principal é a falta de espaço. O grupo desses animais ocupa uma área interligada de 12,5 hectares, entre propriedades públicas e privadas. E ninguém duvida de que é a metade do ideal. O que faz com que os técnicos especializados tenham que interferir no processo reprodutório.

                    Além disso tudo, existe ainda o problema de harmonia entre os bichos. Os micos-leões-dourados têm uma convivência pouco harmônica com os micos-estrela, invasores com os quais têm de dividir o habitat natural de ambos. O que acaba pela razão do espaço ser tão pequeno de levá-los a reproduzirem dentro de seus próprios consaguíneos.

                     Para desgraça da natureza, a realidade imposta ao mundo animal vai acabar provocando problemas genéticos preocupantes em uma espécie ameaçada .O homem tem de interferir de forma a ajudá-los: Primeiro, afastando os traficantes de seu habitat natural. Por sua vez, a imprensa tem de divulgar cada vez mais reportagens discutindo o assunto. Os homens públicos aumentando as áreas de preservação. E, finalmente, os cientistas aprimorando as técnicas de acasalamento dos animais preservando não só a espécie, mas o registro da natureza para sempre.

0 0 570 02 dezembro, 2014 Meio Ambiente, Slide dezembro 2, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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