Projeto Tamar – A Natureza Agradece

Desde 1980 o Tamar já salvou milhões de Tartarugas-Marinhas. (Foto: Divulgação)

Desde 1980 o Tamar já salvou milhões de Tartarugas-Marinhas. (Foto: Divulgação)

Após 35 anos de existência do projeto, os esforços dos cientistas parecem ter chegado a meta desejada: O Projeto Tamar salva mil vezes mais tartarugas que no início da iniciativa. Os números não mentem: Mil vezes mais filhotes de tartarugas sobreviveram. Neste ano foram mais de 2 milhões de filhotes. Para se ter uma ideia, em 1981, nas primeiras solturas, o número era tímido, em torno de 2 mil.

Para o coordenador e um dos fundadores do projeto Tamar, Guy Macovaldi, o que aconteceu foi surpreendente. As tartarugas marinhas se reproduziram de maneira intensa. Os técnicos já observam que as primeiras tartarugas liberadas voltaram ao local de nascimento para ter seus filhotes.

Origem do projeto

O projeto partiu da indignação de estudantes de biologia que se depararam com a matança por parte de pescadores no Atol da Roca, Rio Grande do Norte. Chegaram a presenciar a apreensão de várias tartarugas fêmeas desovando. Conseguiram salvar oito delas.

A verdade é que não se sabia que as tartarugas vinham ao Brasil desovar. O trabalho inicial então, foi fotografar as regiões que elas apareciam no litoral brasileiro e, à partir disso, fazer um relatório para conseguir o apoio do governo federal. O que ocorreu logo depois.

O projeto elaborado pelos estudantes no registro das tartarugas desovando no Brasil ocorreu no dia 5 de junho de 1979 (Dia Mundial do Meio Ambiente). Assim, foi criado a Reserva Biológica do Atol das Rocas. O melhor de tudo, foi anexado ao orçamento federal, verba para financiar o Projeto Tartaruga Marinha como foi chamado na época.

Centros de Visitação

Depois do apoio oficial, os responsáveis partiram para o segundo objetivo: Conseguir o apoio popular. Encontraram muita resistência por parte da população local, pois tiravam o sustento de suas famílias com a morte das tartarugas. Os pesquisadores precisaram de muito trabalho de conscientização dessa população. Sem falar da necessidade de contratar muito dessa gente para não perderem tudo, mas deu certo.

Atualmente, existem cinco centro de visitações dos locais de desova, sendo o mais conhecido o da Praia do Forte no município de Mata de São João, no litoral norte da Bahia.

Em todos os locais, os visitantes tem acesso ao local da desova e até da liberação dos filhotes de volta ao mar. Durante a visita podem comprar camisetas e todas as lembrancinhas comuns a respeito do assunto. Além de receber dinheiro do governo federal, o projeto é patrocínado pela Petrobrás e pelo Bradesco. A natureza e a vida marinha agradecem.

Jornalista dr. Stélio L. Pessanha

Jornalista dr. Stélio L. Pessanha

0 0 754 08 setembro, 2014 Meio Ambiente, Slide, Sustentabilidade setembro 8, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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