O Custo de Ter Uma Olimpíada no Brasil

Foto: Internet.

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Nem mesmo engolimos os altos custos de fazer uma Copa do Mundo de Futebol no Brasil, já vivemos o clima da Olimpíada de 2016 no país. Claro que não no mesmo clima do esporte favorito de todos os brasileiros. Afinal de contas, não temos cultura de fazer bonito em Olimpíadas.

Ao contrário de outras nações como os Estados Unidos com incentivos a prática de esportes olímpicos desde os primeiros estudos. Sem falar da possibilidade de conseguir vagas nas melhores faculdades daquele país, bastando apenas se destacar em algum esporte.

Na América e em diversos países da Europa e Oriente ocorrem diversos campeonatos promovendo o aparecimento de talentos em esportes como vôlei, basquete etc. Eles ocorrem em todos os níveis, desde o regional, o estadual até chegar ao nacional. Não é a toa que países como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a China e até a Coréia do Sul ocupam os primeiros lugares em medalhas de ouro, prata e bronze.

E nós no Brasil? Com o brasileiro ninguém pode, deixamos tudo para a última hora. Não temos planejamento de nada. Não há política pública convincente que fomente a formação de um esquadrão de esportistas desde a tenra idade. Somente alguns poucos talentos surgem, geralmente de famílias abastadas ligadas a clubes de ponta.

As Confederações só aparecem para o público em época de um campeonato internacional. Já os atletas diferenciados também aparecem para denunciar falta de infraestrutura e financiamento para treinarem. O resultado disso tudo aparece no final de uma Olimpíada como a de 2012 em Londres, Inglaterra, conforme mostra o quadro abaixo:

 

 

País Ouro Prata Bronze Total
EUA 46 29 29 104
China 38 27 23 88
Grã-Bretanha 29 17 19 65
Rússia 24 26 32 82
Coréia do Sul 13 8 7 28
         
18º Jamaica 4 4 12
         
22º Brasil 3 5 9 17
 Classificação “oficial” das Olimpíadas

 

O Brasil fica em vigésimo-segundo lugar entre todos os países do mundo… O país merecia resultados melhores. Mas como, depois de tudo que expomos aqui? As respostas estariam naquilo que todos entendidos no assunto sabem: planejamento, gestão de recursos e investimentos na base em todo o país.

O governo brasileiro tenta fazer a sua parte disponibilizando verbas vultosas para o Ministério do Esporte. Mas como tudo no Brasil, a coisa pública é lenta. Parece não sair do lugar. Pior ainda, a maioria dos brasileiros acredita que o dinheiro é pouco para um projeto grandioso.

De outro lado, uma parcela significativa aponta que gastar dinheiro só para concorrer ao pódio e nunca ganhar, mostra no mínimo um procedimento estranho. Principalmente, se levarmos em conta a questão do caos da saúde pública. Mas nós não mudamos o nosso jeito de ser. Temos complexos de agir do tamanho do país.

O custo Brasil –  O orçamento dos Jogos Olímpicos, antes previsto na candidatura brasileira era de R$ 28,8 bilhões, agora, chega a R$ 37,6 bilhões. Distribuídos na seguinte maneira: instalações esportivas: 6,5 bilhões; legado: R$ 24,1 bilhões; e investimento do Comitê Organizador dos Jogos: R$ 7 bilhões. O aumento de 900 milhões refere-se a execução de obras licitadas. Tudo feito as pressas, e como na Copa do Mundo vamos começar as Olimpíadas com obras pela metade. Mas com o jeitinho brasileiro tudo vai terminar com melhoras em algumas posições. Como se sabe com esperança no atletismo, no vôlei, na ginástica olímpica, natação, tênis de mesa e quem sabe até no futebol. O que nunca conseguimos.

 

Jornalista dr. Stélio L. Pessanha

Jornalista dr. Stélio L. Pessanha

0 0 573 11 agosto, 2014 Esporte, Esportes Diversos agosto 11, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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