O Futuro É Agora: Cursos a Distância

O Governo Federal precisa investir em Educação. O Congresso Nacional precisa,urgentemente, fazer leis que os municípios se obriguem a cumprir metas traçadas na Educação para o progresso do País. Sem Educação, vamos ficar sempre a bater palmas para os países desenvolvidos.

Todos esses argumentos já viraram jargão na boca de especialistas. E de políticos na época de eleições. Como uma praga do Egito, ninguém consegue dar uma fórmula para atender a demanda brasileira por ensino.

Já vivemos numa escuridão na área educacional quando participamos de Olimpíadas de Matemática e, sobretudo, de leitura. Os resultados são abaixo do esperado para um país do porte do Brasil. A gritaria é total. Depois, tudo volta à rotina de discussão do assunto.

Ninguém discute que existe uma demanda reprimida de alunos querendo estudar. Melhorar de vida com mais conhecimento e técnica naquilo que fazem. Os planos do governo na área social elevaram a autoestima da população mais carente. O que dizer então, do pessoal da classe média com desejo de pular etapas. Continuar trabalhando e conseguir um diploma não pelos caminhos ortodoxos.

Cursos a Distância

A nova onda da Educação aponta para os cursos não presenciais, os chamados cursos a distância. Todas as instituições de ensino buscam crescimento. E o foco, já faz certo tempo, concentra-se nesse nicho. Entre as estimativas que se fazem a respeito do segmento, dão-se pistas das razões pelas quais as empresas estão investindo tanto dinheiro na construção de estúdios. Principalmente, de nova tecnologia educacional que desperte interesse e fixação dos futuros estudantes.

Para se ter uma ideia, nos próximos três anos, o número de alunos matriculados em cursos não presenciais vai saltar de 1,1 milhão para 2,5 milhões. E ninguém duvida que esse objetivo vai ser alcançado; sobretudo se o atual ritmo se mantiver. Tanto que em dez anos o número de alunos saiu de 50 mil para 1,1 milhão.

Sem falar do fato de que os cursos on line são muito mais baratos que os presenciais. Uma diferença de quase 400R$ de um para outro, além do que os alunos de cursos a distância conseguem manter os trabalhos.

E por que não dizer da manutenção de uma estrutura familiar? É só imaginar uma pessoa distante dos grandes centros querendo melhorar de vida. Tem de deixar a família e ir para os grandes centros, separando-se da  mulher e

filhos, pondo-os à própria sorte.

O boom de cursos a distância não acompanhou a qualidade que a novidade precisava. A novidade precisava de uma normatização, o dedo do Governo Federal.

Quantidade nunca significou qualidade em termos de resultados, ainda mais numa área sensível para a nação como a Educação. Como os oportunistas sobram numa seara povoada por dinheiro a rodo, o governo resolveu dar  ao segmento: interveio de forma pesada na área.

Em 2009, O Ministério da Educação – MEC suspendeu uma série de cursos de ensino a distância por terem estruturas precárias. Fez coisa pior para o pessoal desconectado com a seriedade: parou de credenciar novos polos – locais aonde os alunos se encontram para assistir às teleaulas.

Em contrapartida, em 2012, o MEC voltou a credenciar novas instituições. No ano de 2013, o ministro Aloízio Mercadante abordou um assunto já esperado para melhorar ainda mais: estender o financiamento estudantil (Fies) aos alunos do ensino a distância de cursos de graduação. O que vai atender a grande maioria de estudantes carentes. Alunos vão ter acesso aos cursos por computador.

Mecanismo de Transmissão

As aulas ainda são ministradas por via satélite, o que obriga os alunos a procurarem local onde chega o sinal. Mas a aposta é por via on line. Basta ter um computador e internet. A transmissão fica democrática.

Com o apoio do governo, milhares de estudantes podem ter acesso a ensino. Com isso, diversas empresas nasceram para atender o ensino on line. A Sambatech é uma delas. Fornece plataforma de vídeo on line.

Para se ter uma ideia da capacidade da empresa, detém 50% do tráfego de dados produzidos. A outra metade pertence a empresas como Globo, SBT, Record e Grupo Abril. Ninguém tem dúvida de que a demanda de conteúdos e recursos cria um sistema de empresas com produtos e serviços voltados especialmente para o ensino virtual.

0 0 645 08 janeiro, 2014 Educação, Slide janeiro 8, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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