Geração Nem-Nem

GERAÇÃO NEM-NEMJá se imaginava a existência de um número razoável de gente dentro dessa geração. A geração composta por pessoas sem estudo nem trabalho. Mas não para chegar ao patamar divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Pasmem! Quase dez milhões de jovens no Brasil não estudam nem trabalham.

Os leitores podem achar o número pequeno. mas, só para comparar esse índice, a população da Suécia gira em torno de nove milhões de pessoas. É muita gente desocupada no Brasil. Em outras palavras, a revelação do IBGE mostra que um em cada cinco brasileirinhos de 15 a 29 anos está fora do mercado e do sistema de Ensino.

A geração nem-nem correspondia a 19,6% das pessoas nessa faixa etária em 2012. Quase chegando ao índice de 2002, de 20,2%. O interessante nesse caso é que o número ficou estável em dez anos. Mesmo ocorrendo maior oferta da renda no período, o que, teoricamente, deveria provocar estímulo para se buscar colocação no mercado de trabalho.

Mas quais são os motivos para isso ocorrer? Os dados publicados no final de novembro, que integram o estudo Síntese de Indicadores Sociais, mostraram explicações interessantes. A começar pelo fato de que as mulheres representam 70,3% dos 9,6 milhões de jovens brasileiros nessa situação.

Para especialistas, a razão das mulheres aparecerem com índices tão elevados decorre de alguns fatores. O primeiro deles pode responder como renda familiar, como também opção por cuidar dos filhos; ou ainda falta de creches para as mães deixarem as crianças enquanto trabalham ou estudam.

 

Também pode se dizer que muitos desses jovens não deixam a barra das saias das mães por insegurança. Outros apontam a vontade de terminar os estudos até o mestrado. Ou mesmo o doutorado.

Finalmente, muitos dos jovens se acomodam com o padrão de vida dos pais. A estabilidade emocional de segurar a onda dos problemas fala mais alto. Por isso, a parcela de jovens da geração nem-nem, muitas vezes, acaba casando e querendo também arrastar esposa e filhos para a casa dos pais.

Brasil está ferrado!

0 0 456 02 dezembro, 2013 Educação, Slide dezembro 2, 2013

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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