A Falta de um projeto

Falta pouco para começar a guerra das eleições em Caieiras. Já está para sair um jornal detonando um dos candidatos ao cargo majoritário. Todos os seus podres e processos vão ser expostos a população. Sem dó, sem limites éticos, os objetivos visam desmoralizar ao candidato da situação. O mesmo deve ser feito numa reação em cadeia de destruição de imagens públicas.
Mas vamos parar um pouco para refletir: De que estamos falando mesmo? Das eleições municipais. De saber quem vai administrar a cidade dos Pinheiras nos próximos cinco anos, sem direito a reeleição conforme as novas regras do TSE. Os mais interessados não são os cidadãos que moram em Caieiras? Então, o que deveríamos estar observando?
Você adivinhou: em todos os meios de comunicação, os pré-candidatos deveriam estar expondo seus projetos para melhorar a vida dos caieirenses. E olhe que a atual gestão deu instrumentos suficientes para todos apresentarem ideias simples para solucionar os problemas que tanto afligem os moradores. A começar pela área da Saúde, simplesmente, o prefeito e o seu vice, também candidato a prefeito, destruíram o sistema de saúde pública. Preferiram construir prédios a investir no material humano e suprimentos básicos para a população.
O que dizer das estradas esburacadas, deixando motoristas e transeuntes irritados com a falta de manutenção . Bairros inteiros reclamando da falta de interesse em resolver os problemas mais básicos. Sem falar das escolas. Ao invés de atender as solicitações de diretores, a prefeitura investiu pesado em construir prédios que pudessem marcar a passagem do prefeito construtor em detrimento de solucionador dos problemas do dia-a-dia.
Praticar cidadania é um exercício do estado democrático. O que o atual prefeito desconhece do alto da sua arrogância. Tanto que chegou a raia da falta de educação e bons modos não cumprimentando em um restaurante um dos munícipes por questionar sua administração.
Em nossa cidade, falta tudo, de administração científica a meritocracia. Sobram amigos do rei, e todo tipo de acordo que levem a sustentabilidade de uma administração inócua para o desenvolvimento e bem estar dos cidadãos caieirenses.
Em contrapartida, os candidatos não apresentam projetos para o futuro da cidade. Então é hora, de perguntarmos o que queremos para o futuro de Caieiras? Os mesmos políticos que gastam fortunas para manterem a cidade da mesma forma: Sem Saúde Pública decente, de falta de políticas públicas para geração de empregos. De projetos voltados para os jovens, de falta de investimentos na cultura e no planejamento para melhor atendimentos de nossos idosos?
A população precisa e deve se atentar quem pode ser o divisor de águas para os próximos quatro cinco anos. Caso contrário, ficaremos apenas sonhando o que podemos imaginar com a realidade virtual de uma esperança ou cair na desilusão dos mesmos nos próximos cinco anos.

0 0 362 15 junho, 2016 Editoriais, Vozes Fortes junho 15, 2016

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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