O ENFOQUE ERRADO NA CONSTRUÇÃO DO TEATRO MUNICIPAL DE CAIEIRAS

Para escrever esta crônica foi levado em conta o que os novos pensadores do futuro da cidade expressaram a respeito. Explico, resolvi colocar para debate a construção do Teatro Municipal de Caieiras. Informei que era uma antiga reivindicação da classe artística. Claro, que debaixo desse iniciativa tinha como objetivo saber qual o pensamento de todos os agentes dentro do contexto de nossa realidade. Isso inclui aspectos sócio econômicos, culturais e políticos.
A experiência gerou reações de todas as partes. Questionaram qual classe artística reivindicou o sonho da construção de um teatro novo. Afinal de contas, temos um Centro Cultural disponível aonde diversas peças já foram montadas e exibidas. Incluindo a deste escriba, a peça “Devaneios de um Médico” com público lotando as dependências. Sem falar das festas de formaturas, reuniões de todas as tribos existentes na sociedade.
Um grupo mexeu numa ferida: chamou `à atenção que a cidade nunca deu oportunidades para nenhum tipo de artista ou grupo. E que apenas uns poucos “amigos do Rei” conseguiram de alguma forma produzir alguma coisa. Uns até chegaram a dizer que um senhor tocava de graça numa praça e não era reconhecido. Sem falar de grupos de folclore, de danças típicos etc.
Mais sisudo, um grupo discutiu as prioridades para o município: a falta de médicos, dos pediatras principalmente, das ruas sem pavimentação, da falta de professores etc. Sem falar daqueles que são contra a iniciativa de construir um novo hospital. Sonho antigo, que a população almejou um tempo atrás para logo depois tornar-se um verdadeiro pesadelo para a atual administração. Algumas conclusões podem ser discutidas:
Todo mundo está com a razão. Algumas correções se fazem necessárias, no entanto. A começar pela reivindicação da classe artísticas. Essa classe somos todos que de alguma forma fazemos artes: o tocador de violão, os cantores de bares, os estudantes de teatro, de rádio, tv etc. É verdade, faltam políticas culturais que atenda todo mundo. Mas essa é uma outra questão.
Quanto ao questionamento da inoportuna hora de construção do Teatro Municipal leva a uma conclusão maior por parte de todos os grupos: a atual administração não tem suporte político para fazer mais nada. O melhor era ficar em silêncio tentando fazer o mínimo para ajudar os munícipes. E quanto a existência do Teatro Municipal de Caieiras?
Deve ser olhado como um instrumento cultural de altíssimo valor para a população. Sua administração deve ser técnica. Caieiras vai entrar no roteiro das grandes produções nacionais e internacionais. Sem levar em conta o direito dos nativos terem a chance de ver seus trabalhos exibidos em suas dependências.

1 0 666 08 março, 2016 Crônicas, Editoriais, Teatro março 8, 2016

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

Ver todos os artigos de Stelio Leal Pessanha

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>