O LADO BOM DO SUS PARA OS CONVÊNIOS

A máxima de que o SUS é só para pobre porque é ruim demais sempre foi uma falácia. Se formos analisar por cidades e instituições, qualquer um com bom senso vai se surpreender. A começar pelos convênios. Grande parte dos usuários dos planos de saúde migram para o serviço público, quando o bicho pega.
Isso ocorre quando os valores cobrados passam da capacidade financeiras de determinadas famílias. Pode ocorrer também na hora de precisar de uma cirurgia eletiva, e o plano estar na maldita carência. A mesma linha segue para exames complementares que também não constam do prazo de liberação. Ou também, de um médico especialista e também não ter vagas para ele. Ou não constar da tabela de credenciados.
O final é a procura dos serviços de saúde pública. Pior ainda é descobrir que o governo federal não recebe por isso. O relatório liberado pelo Ministério da Saúde mostra um quadro bem interessante a respeito do assunto.
A começar do fato de que 10 internações de beneficiários de planos de saúde em hospitais da rede pública, três são para procedimentos eletivos. Aqueles marcados com antecedência, que não são de urgência ou emergência. E que poderiam ser feitos pelo próprio convênio. O cenário é de alarme:
Das autorizações de internação hospitalar (AIHs) entre 2008 e 2012. Nesse período, 1.224.114 autorizações foram emitidas para beneficiários de convênios. O que corresponde a 1,7% das internações realizadas na rede pública. Do total, vejam bem 68,46% são para atendimentos de urgência e emergência.
Chega-se a conclusão de que os convênios prestam uma péssima qualidade de atendimento ou o servipo público está melhorando. O leitor fica com a palavra final. E nós terminamos com uma frase dita em entrevista ao Estado de S.Paulo pelo professor r de Saúde Pública da USP: “Esses planos são os parasitas do SUS. Planos que não oferecem serviços de alta complexidade porque já existe o sistema público.

0 0 549 27 dezembro, 2014 Emprego dezembro 27, 2014

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

Ver todos os artigos de Stelio Leal Pessanha

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>