MÉDICO DE CAIEIRAS MINISTRA CURSO PARA MÉDICOS EM MINAS GERAIS

O médico Stelio Leal Pessanha, de Caieiras, São Paulo ministrou um curso no estado de Minas Gerais. O evento ocorreu nos dias, 19, 20 e 21 de novembro na cidade de São Leopoldo. O curso foi limitado a profissionais médicos na área de Neurofisiologia Clínica. Todos com interesse em se especializar no estudo dos Potenciais Evocados.
O curso abrangeu todos os Potenciais Evocados: O Auditivo, Bera, Visual, Somatosensitivo e o P300. Em entrevista ao GR, o especialista em Neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia e pela AMB, falou da importância desses tipos de exames.
Segundo Pessanha, todos têm utilidade para todos os profissionais. “Várias vezes, o clínico geral, o otorrino se vê num dilema se o paciente está ouvindo ou não. Ou, a audiometria para avaliar a audição deixou dúvidas porque o paciente tem interesses judiciais. Então o Potencial Evocado Auditivo-Bera aparece para delimitar o assunto”, concluindo o médico.
E quanto à aqueles pacientes que afirmam não estar enxergando, mesmo com parecer normal do oftalmo? O Dr. Stelio esclarece que o Potencial Evocado Visual nas formas “googles e padrão reverso” consegue esclarecer e desmacarar o paciente com interesses judiciais.
Mas nada deixa tão preocupado os médicos, quando o paciente relata “formigamentos por todo o corpo sem ter nada clinicamente ou laboratorialmente comprovado. Então, informa o especialista, que o exame Potencial Evocado Somatosensitivo dos 4 membros estuda as vias somatosensitivas dando ao médico toda a segurança a fim de concluir o diagnóstico.
A reportagem descobriu junto aos participantes que todos os tópicos foram importantes, contudo, a estrela do curso foi “O Potencial Evocado P300″. Questionado, o médico de São Paulo sorriu apontando para a própria mídia como responsável. Como? perguntamos ao Dr. Stelio. Ele tirou da bolsa uma revista nacional em que a capa era o exame da moda para avaliar dificuldades intelectuais, tantos de crianças com TDHA (síndrome do défict de atenção), quanto executivos com dificuldades de memória e aprendizagem.
Por fim, explicou que o P300 é um exame para usar em pacientes que não tenham retardo mental, como condição para fazer o exame. E que o objetivo era verificar as áreas cerebrais afetadas para explicar a dificuldade do aluno, ou de profissionais autônomos em fazer seu trabalho no dia-a-dia.
O curso teve presença de médicos do Pará, Tocantis, Santa Catarina etc. A reportagem avaliou por meio de conversas com os participantes que não há no Brasil inteiro um curso desse naipe. Tanto, que o Dr. Stélio já foi convidado para manter o mesmo curso anualmente em Belo Horizonte.

0 0 311 22 novembro, 2015 Ciência e Tecnologia, Gente novembro 22, 2015

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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