NÃO ATILE!

Notícias da guerra civil na Síria já se tornaram banais. A cada semana o público toma conhecimento de atrocidades de todos os tipos. Mas o que chegou esta semana por meio do fotojornalismo mostra o quanto a população civil vive num clima de terror.
O fotojornalista Osman Sagril conseguiu retratar o horror da guerra por meio de uma fotografia. Mas não de soldados feridos, trucidados ou mesmo mutilados. Mas sim, de uma garotinha de 4 anos, de nome Adi. Sua história é de tristeza. Perdeu o pai na cidade de Hama e viajou com a mãe e irmãos, 150 km para chegar ao campo de refugiados.
De repente, a menina viu a aproximação de um homem com um instrumento estranho, não teve dúvidas: Levantou as mãozinhas em forma de defesa. Confundiu uma câmera com arma. A foto correu o mundo e traduziu a todos o horror pela guerra.
O ato da menininha em forma de defesa foi um gesto cultural aprendido. Não algo natural, corriqueiro. Para aquela garotinha de 4 anos, qualquer “homem” que chegar com qualquer instrumento pode parecer uma arma. E, acabar com a sua vida

0 0 401 05 abril, 2015 carousel, Gente abril 5, 2015

Sobre o autor

Dr. Stélio Leal Pessanha é médico com formação em Neurologia e Neurocirurgia e atua em consultório desde que se formou. É chefe de neurologia e neurocirurgia das cidades de Caieiras e Francisco Morato, pós-graduado em Neurologia, eletroencefalografia, eletroneuromiografia, Oto–neurologia, potencial evocado auditivo, visual e somatosensitivo. Desenvolveu e desenvolve atividades em: - clínica médica: Saúde Pública, Administração Hospitalar, Patologia Clínica, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Didática do Ensino Superior - em comunicação: USP (Português, Inglês), Uninove (Jornalismo-Publicidade). Roteirista de rádio, teatro e TV É escritor: - “O Mestre Aprendiz de Medicina”, livro já editado que mostra a trajetória de um médico no dia a dia com pacientes no consultório, prontos-socorros e centros cirúrgicos (acesse https://www.youtube.com/watch?v=Gc0F4Z6DtUs para mais informações) - “O destino Cuspiu para o Alto”, em fase de execução, livro a respeito de membros de algumas famílias que tinham tudo para dar certo, mas trilharam o caminho do mal. Como cidadão, a rebeldia de um então jovem médico recém-formado o levou a fundar um jornal (Gazeta Regional de Caieiras e região), uma rádio (Onda FM 87.5), webTV (TV Nova Onda e está a caminho de abrir sua TV retransmissora, todos sob a égide da Associação de Mídia Comunitária, a AMIC). Todas as mídias objetivam defesa da democracia, do meio ambiente e dos direitos do que mais precisam.

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